Ensino
Apreensões vão promover a educação
Celulares, notebooks e tablets recolhidos pelo Judiciário são repassados à prefeitura
Jô Folha -
Uma ação conjunta entre o Judiciário e o Executivo irá beneficiar centenas de crianças em Pelotas. Nesta quarta-feira (5) foram repassados 225 celulares, quatro notebooks e dois tablets para a Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed). A iniciativa visa melhorar a acessibilidade dos estudantes da rede pública durante este período de aulas à distância.
A iniciativa surgiu da necessidade dos estudantes da rede pública. Um grande número de alunos não têm condições de acesso às aulas justamente pela falta de celulares ou de internet. Diante deste cenário, surgiu a ideia de buscar com os magistrados os equipamentos apreendidos. “Todos os esforços que pudermos fazer para que os alunos mantenham os vínculos com a escola, nós faremos. O esforço dos professores têm sido muito grande, mas tem um percentual de estudantes que não tem acesso. Vamos procurar reparar isso e recuperar esses alunos pro sistema”, destaca o titular da Smed, Arthur Corrêa.
Os equipamentos são resultados de apreensões da polícia, usados para a prática de crimes ou objeto de furto, latrocínio. A iniciativa é inédita no município e geralmente estes aparelhos são destruídos. “A polícia faz as operações e apreende 20, 30 celulares. Quando identificamos os proprietários, restituímos os bens às vítimas mas, muitas vezes, não conseguimos encontrar os donos.”, explicou o responsável pelo Foro de Pelotas, Marcelo Cabral
Internet
Os celulares serão repassados para os conselhos escolares, que farão um mapeamento para a posterior distribuição. Os pais e/ou responsáveis irão assinar um termo de compromisso de empréstimo. Após o fim do período on-line, os aparelhos deverão ser devolvidos à Secretaria. A Smed está encaminhando a compra de carregadores e de um pequeno pacote de internet para os estudantes. E, a partir desta quinta, uma equipe de informática irá limpar as memórias de cada celular. “Como foram apreendidos pelas polícias, não sabemos dos conteúdos que podem ter sido passados pelos criminosos, então é preciso zerá-los. Como serão crianças que utilizarão esses equipamentos, precisamos ter esse cuidado”, destaca. A previsão é de que os alunos possam utilizá-los após a compra dos carregadores, em um prazo de dez dias.
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